
"O disfarce talvez seja a melhor solução em alguma horas. Evitar aquelas lágrimas, o longo e último abraço, a sensação de vazio e ao mesmo tempo uma música incompleta. Na melhor parte, as pilhas acabam e você não ouve mais nada. O mesmo que estar observando a Lua e ser surpreendido por uma nuvem, só para atrapalhar.
Marcar hora, dia, minuto e segundo para 'dizer Adeus' é muito mais doloroso, massacrante. Por isso, estou aqui, e embora derrotada, de feridas escondidas.
Comecei mudando de calçada, nem me preocupei em não atender telefonemas, pra quê? Você nunca me ligou mesmo.
E parece ter sido fácil demais para você estar em outro planeta, por favor. Só vejo seus sorrisos, gargalhadas e toda essa felicidade aparente maltratando meu coração.
Você podia ser meu, bem agora. Mas você preferiu, repentinamente, não ser de mais ninguém. Eu quero te fazer bem, mas não consigo. Quero não precisar de você ao mesmo tempo em que quero viver para sempre do seu lado do sofá.
Acordar, fazer café, te empurrar no lavatório do banheiro e colocar minhas mãos na torneira antes das suas para alcançar a água antes de você e começar a rir quando eu te molhar. Quero te abraçar muito forte quando eu estiver vendo novela e começar a chorar. E quando eu estiver carente quero fechar os olhos e lhe acertar um beijo.
Por que você seguiu esse caminho tão distante? Somos uma mesma moeda, mas você não está do mesmo lado que eu. Duas faces, que não se encontram. Triste né?
Pois é assim, a despedida sonolenta, silenciosa, um pouco menos dolorosa por passar despercebida. E é esse o fim mais feio, quando só percebemos que acabou com o passar dos dias... meses... anos... vidas... Amores."
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