quarta-feira, 18 de agosto de 2010

...


Não me lembro da última vez que escrevi algo descente. Não me lembro mais de quando eu ainda tinha inspiração. As palavras flutavam sobre o papel, e minhas mãos as guiavam. Meu mundo perdeu a cor, talvez as palavras tenham ido embora junto com as cores. Talvez elas apenas se esconderam, ou talvez isso não tenha explicação. Na verdade, a maioria das coisas do mundo não tem explicação, e os seres humanos insistem em achar algo que defina o que não tem definição lógica. E na maioria das vezes, histórias absurdas são contadas.
Aquele tipo de história em que tudo termina bem, em que o "para sempre" existe. Aquele tipo de história que eu me recuso a ler, pois sei que a realidade não é sempre aquela que está sendo contada. O principe encantado, cavalo branco, nada existe no meu mundo. São personagens hipócritas que são criados por pessoas que tem pouca capacidade de enxergar o mundo como ele realmente é. O "era uma vez" e o "para sempre" são indispensáveis na composição desses contos. No meu mundo, o fim sempre será a morte, afinal, todos morremos e disso não dá para fugir. No meu mundo Branca de Neve morre ao comer a maçã da bruxa e "príncipe" nenhum é capaz de salvá-la. No meu mundo ao se beijar um sapo você pode morrer de alguma doença rara causada pelo o mesmo. Só existe apenas uma coisa em comum entre o meu mundo e dos contos: ambos tem os vilões e os mocinhos. Apenas o fim de cada um que varia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário